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📰 FaithStories News Desk · Article #566 · Published: 05 Nov 2026, 12:51 PM UTC

Encontro Nossas Raízes leva arte jovem à PUC-Rio em novembro

Pátio de uma universidade no Rio de Janeiro com jovens artistas apresentando obras de arte coloridas, palmeiras e prédios históricos ao fundo, luz de tarde, sem texto
Dezenas de jovens da América Latina e do Caribe se reúnem de 3 a 6 de novembro na PUC-Rio para o primeiro encontro continental Nossas Raízes, segundo o Vatican News.

Dezenas de jovens da América Latina e do Caribe estão reunidos de 3 a 6 de novembro de 2026 na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) para o primeiro encontro continental "Nossas Raízes". Eles partilham histórias e memórias de esperança por meio da arte, da cultura e da estética inspiradas na Doutrina Social da Igreja, segundo o Vatican News.

O encontro acontece na véspera da primeira viagem apostólica do papa Leão XIV à América Latina, e essa proximidade não é por acaso. O Rio recebe os jovens como uma porta de entrada para um continente que o Papa vai visitar nos próximos dias, e a arte dos jovens é a primeira palavra dessa visita.

O lema do encontro é "Ninguém se salva sozinho", uma frase que ecoa a encíclica Fratelli Tutti, do papa Francisco. É uma ideia simples e exigente ao mesmo tempo: a salvação, a esperança e o futuro são coisas que se constroem juntos, ou não se constroem.

Quem organiza o Nossas Raízes

O encontro foi proposto pelo Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (CELAM) e pelo Instituto Fé e Vida, dos Irmãos de La Salle, e foi assumido pela Pontifícia Comissão para a América Latina (PCAL), segundo o Vatican News. Conta ainda com o apoio do Dicastério para a Cultura e a Educação e do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

A secretária da PCAL, Dra. Emilce Cuda, explicou o sentido do encontro com palavras que viraram a sua definição mais citada. O encontro, segundo ela, é voltado para os jovens, para que possam se expressar por meio de linguagens ligadas à arte, à cultura e à estética, para "desarmar as palavras".

"É voltado para os jovens, para que possam se expressar por meio de linguagens ligadas à arte, à cultura e à estética, para 'desarmar as palavras'", disse a Dra. Emilce Cuda, secretária da PCAL, segundo o Vatican News.

A expressão "desarmar as palavras" resume o projeto: num tempo em que as palavras se usam como armas, nas redes e nos debates, a arte oferece outra linguagem, uma linguagem que não fere, mas revela. É por isso que o encotro não é um congresso de discursos, mas um espaço de criação.

Três mesas-redondas inspiradas no papa Leão XIV

O programa inclui três mesas-redondas interdisciplinares inspiradas no ensinamento do papa Leão XIV, segundo o Vatican News. Os temas são "o ser humano e a tecnologia", "o limite e a fragilidade" e "o poder e os dados", três perguntas que atravessam a vida dos jovens de hoje e que a Igreja quer pensar com eles, não por eles.

A tecnologia, os dados e o poder são temas que os jovens conhecem por dentro, porque vivem neles todos os dias. A proposta das mesas é inverter a lógica habitual: em vez de especialistas que falam sobre os jovens, jovens e especialistas que pensam juntos, com a arte como ponto de partida e a Doutrina Social como horizonte.

A fragilidade e o limite, temas da segunda mesa, tocam numa ferida aberta da juventude latino-americana, marcada pela violência, pela desigualdade e pela incerteza. Falar de fragilidade num encontro de arte é reconhecer que a esperança não nasce da negação do sofrimento, mas da sua transformação em criação.

Do Rio para o continente: Bogotá, Cidade do México e Estados Unidos

O Rio é apenas o começo. Depois do encontro na PUC-Rio, chamadas abertas vão levar encontros semelhantes a Bogotá, na Colômbia, à Cidade do México, no México, e a Santo Domingo, na República Dominicana. A partir de 2027, o projeto chega a cidades dos Estados Unidos: San Diego, Miami, Nova York e Chicago, segundo o Vatican News.

É um mapa ambicioso, que desenha um continente inteiro de encontros de jovens artistas. Cada cidade vai receber a sua própria versão do Nossas Raízes, com as histórias e as memórias do seu lugar, mas com o mesmo lema: ninguém se salva sozinho.

A arte como linguagem da esperança

O que os jovens fazem no Rio esta semana não é um festival nem uma exposição comum. É um experimento: dizer com imagens, sons e gestos aquilo que os discursos já não conseguem dizer. As histórias e memórias de esperança que eles partilham são as matérias-primas de uma arte que nasce da fé e da vida, e não de um manual.

A Doutrina Social da Igreja, que inspira o encontro, fala de dignidade humana, de bem comum e de solidariedade. São palavras grandes, que soam abstratas nos documentos, mas que ganham corpo quando um jovem as transforma em uma pintura, uma música ou uma performance. É essa tradução que o Nossas Raízes quer celebrar.

A vida da Igreja na América Latina também aparece em outras coberturas deste site, como Hoje: Papa Leão XIV nomeia dom Carlos José de Oliveira bispo de Limeira e Concílio Anual Adventista reúne oito países em Brasília para fortalecer a identidade bíblica. A presença evangélica brasileira e os seus debates aparecem em Líderes evangélicos se afastam de Flávio Bolsonaro após carta dos Estados Unidos.

Quando o encontro terminar, no dia 6 de novembro, os jovens vão voltar para os seus países com as obras que criaram e com as histórias que ouviram. A pergunta que ficará no ar é se a arte que nasceu no Rio vai continuar a viajar com eles, de Bogotá à Cidade do México, de Santo Domingo a Chicago. Se o projeto cumprir o que promete, o Nossas Raízes do Rio será lembrado não como um evento, mas como o começo de uma rede, e a primeira viagem do papa Leão XIV à América Latina terá começado, na verdade, alguns dias antes, com jovens artistas dizendo, sem palavras de ódio, que ninguém se salva sozinho.

Perguntas frequentes

O que é o encontro Nossas Raízes?

O primeiro encontro continental de jovens da América Latina e do Caribe, de 3 a 6 de novembro de 2026 na PUC-Rio, para partilhar histórias de esperança por meio da arte, da cultura e da estética, segundo o Vatican News.

Qual é o lema do encontro?

"Ninguém se salva sozinho", frase que ecoa a encíclica Fratelli Tutti, do papa Francisco, segundo o Vatican News.

Quem organiza o encontro?

Proposto pelo CELAM e pelo Instituto Fé e Vida, assumido pela Pontifícia Comissão para a América Latina (PCAL), com apoio de dois dicastérios do Vaticano, segundo o Vatican News.

Quais são os temas das mesas-redondas?

"O ser humano e a tecnologia", "o limite e a fragilidade" e "o poder e os dados", inspiradas no ensinamento do papa Leão XIV, segundo o Vatican News.

Para onde vai o projeto depois do Rio?

Para Bogotá, Cidade do México e Santo Domingo, e a partir de 2027 para San Diego, Miami, Nova York e Chicago, nos Estados Unidos, segundo o Vatican News.

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