Hoje: centenas de fiéis oram pela segurança de Volta Redonda em frente à Prefeitura

Centenas de fiéis se reuniram para uma oração coletiva pela segurança nesta segunda-feira, 2 de novembro, em frente à Prefeitura de Volta Redonda, no Rio de Janeiro. A concentração aconteceu na parte da manhã na Praça Sávio Gama, no bairro Aterrado, segundo a reportagem do G1 republicada pelo Jornal Gazeta Gospel. Não era uma marcha nem um protesto com cartazes: era gente de pé, em silêncio e em voz alta ao mesmo tempo, pedindo por uma cidade que, há oito dias, acorda com medo.
O organizador do encontro foi o pastor Rinaldo Dias, presidente da Assembleia de Deus Ministério Madureira, segundo a mesma reportagem.
Ele resumiu o sentido do ato numa frase curta: «A igreja sabe fazer uma coisa: orar. Orar pela vida dos policiais, da população e daqueles que estão no comando», disse Rinaldo. Até o momento da publicação da reportagem, ainda havia fiéis no local, o que diz muito sobre o tamanho da angústia: ninguém tinha pressa de ir embora.
A reunião teve como objetivo orar pela segurança da cidade, que passa por conflitos de ocupação territorial de facções criminosas, segundo o G1. Para entender por que centenas de pessoas deixaram suas casas numa manhã de feriado para orar numa praça, é preciso voltar uma semana: desde o domingo, 25 de outubro, Volta Redonda vive uma sequência de ataques, operações policiais e tiroteios que transformaram bairros inteiros em território de disputa. A oração desta segunda-feira foi a resposta de quem não tem arma nem viatura — mas tem fé e tem vizinhos.
Volta Redonda: uma semana de ataques, operações e tiroteios antes da oração na Prefeitura
As forças de segurança vêm atuando de forma integrada após serem surpreendidas pelos ataques do crime organizado em Volta Redonda desde o domingo, 25 de outubro, segundo o blog Acesa VR, da Rádio Acesa FM. A ação dos criminosos aconteceu após a invasão à região da Vila Brasília, com ataques a um ônibus e a um carro, com diversos disparos de arma de fogo e ameaças, como forma de terror aos moradores. O balanço apresentado na quinta-feira, 29 de outubro, registrou grande quantidade de armamentos, munições, drogas e equipamentos apreendidos, além de pelo menos três suspeitos presos e mais de dez pessoas envolvidas já identificadas.
As operações integraram a Polícia Militar — 28º Batalhão, Bope, BAC e Recom —, as polícias Civil e Rodoviária Federal, além da Guarda Municipal e da Secretaria Municipal de Ordem Pública, segundo a Acesa VR. Mesmo diante das ações das forças de segurança, os criminosos não se intimidaram: na madrugada de domingo, 1º de novembro, por mais de uma hora, houve disparos de arma de fogo na mesma região, e policiais foram acionados depois que moradores acordaram assustados. É esse contraste que explica por que a praça, nesta segunda-feira, estava cheia.
Pastor Rinaldo Dias: «A igreja sabe fazer uma coisa: orar» em Volta Redonda
«A igreja sabe fazer uma coisa: orar. Orar pela vida dos policiais, da população e daqueles que estão no comando», disse o pastor Rinaldo Dias, presidente da Assembleia de Deus Ministério Madureira e organizador do evento, segundo o G1.
A frase de Rinaldo Dias é importante por aquilo que ela não diz. Ele não prometeu que a oração substituiria a polícia, nem que a fé, sozinha, fecharia as bocas de fumo ou desarmaria as facções. Ele disse que a igreja sabe orar — pela vida dos policiais, pela população e por quem está no comando — e que, num momento como esse, a população precisa se unir. É uma linguagem de quem conhece o bairro: muita gente já perdeu o sono e já mudou a rota para o trabalho.
Oração pela segurança em Volta Redonda: fé pública numa cidade em disputa territorial
A fé celebrada em praça pública em Volta Redonda se encontra também em outras histórias do Brasil, como o Dia de Finados em São Paulo, com 267 linhas de ônibus para 33 cemiterios e missas na Consolação, o Dia de Finados em Brasília, com 400 mil visitantes e missas nos 6 cemitérios, o Dia de Finados no Rio, com missas em 19 cemitérios com o cardeal Orani Tempesta, o Dia de Finados em Curitiba, com feira de adoção de pets, coral e Caminho das Luzes e as missas de Finados divulgadas por dioceses em igrejas e cemitérios de todo o Brasil.
Quando os últimos fiéis deixarem a Praça Sávio Gama e a Prefeitura voltar ao silêncio do feriado, ficará uma pergunta que nenhuma operação policial, sozinha, consegue responder: a cidade que hoje orou junta continuará junta amanhã, quando os bairros voltarem a ser disputados — ou a oração desta segunda-feira foi apenas o intervalo entre dois tiroteios?
Perguntas frequentes
Na manhã desta segunda-feira, 2 de novembro, na Praça Sávio Gama, no bairro Aterrado, em frente à Prefeitura de Volta Redonda (RJ), segundo o G1, republicado pelo Jornal Gazeta Gospel.
O pastor Rinaldo Dias, presidente da Assembleia de Deus Ministério Madureira, segundo o G1.
Para orar pela segurança da cidade, que passa por conflitos de ocupação territorial de facções criminosas, segundo o G1.
Segundo o balanço parcial da Acesa VR em 29 de outubro: 5 pistolas, 4 granadas, 1 fuzil calibre 7,62, 2 revólveres, 150 munições, mais de 1,6 mil unidades de entorpecentes, 4 rádios, 3 automóveis e 1 motocicleta.
Em parte, sim, e é preciso dizê-lo: o relato da oração vem do G1, republicado pelo Jornal Gazeta Gospel; o contexto da semana de violência vem de uma segunda fonte, a Acesa VR, e as acusações sobre comboio policial são apresentadas como suspeita, sem conclusão oficial.
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