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📰 FaithStories News Desk · Article #295 · Published: 27 Oct 2026, 05:27 PM PKT

Eleição no Brasil Hoje: Evangélicos e Católicos Votaram de Forma Oposta, Mostram Pesquisas

Interior de uma igreja no Brasil com luz suave e fiéis reunidos de costas durante a oração
Três pesquisas publicadas antes do segundo turno mostraram os dois maiores grupos religiosos do Brasil puxando em direções opostas.

Sete em cada dez evangélicos de um lado, mais da metade dos católicos do outro: foi assim, em números que se repetiram pesquisa após pesquisa, que o Brasil chegou ao segundo turno da eleição presidencial. Três pesquias publicadas nos dias anteriores à votação de 25 de outubro de 2026 mostraram a mesma divisão religiosa, com os evangélicos apoiando majoritariamente Flávio Bolsonaro e os católicos apoiando majoritariamente Luiz Inácio Lula da Silva, e com a margem evangélica mais larga do que a margem católica nas três pesquisas.

Este artigo trata apenas do voto religioso medido pelas pesquisas, e não da narrativa do resultado ou da disputa posterior à votação, que é outra história. O que as pesquisas mostram, com métodos e datas diferentes, é um padrão estável: os dois maiores grupos de fé do país, que juntos reúnem a imensa maioria dos eleitores brasileiros, inclinaram-se em direções opostas, e essa inclinação foi captada de forma independente por três institutos.

A primeira pesquisa, do instituto Meio/Ideia, ouviu 1.500 pessoas com mais de 16 anos por telefone entre 15 e 19 de outubro, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e 95% de confiança, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08251/2026. Nela, entre os evangelicos, 69,6% disseram que votariam em Flávio Bolsonaro no segundo turno e 25,9% em Lula; entre os católicos, 55% disseram que votariam em Lula e 39,6% em Flávio.

A segunda pesquisa, do AtlasIntel, entrevistou 4.990 pessoas entre 18 e 23 de outubro por recrutamento digital aleatório, com 95% de confiança, registrada no TSE sob o número BR-06380/2026. Nela, Flávio Bolsonaro tinha 72,2% das intenções de voto entre os evangélicos, enquanto Lula tinha 55,9% entre os católicos. No conjunto dos votos válidos dessa pesquisa pré-segundo turno, Flávio aparecia com 50,8% contra 49,2% de Lula, um retrato do momento anterior à votação, e não o resultado da eleição.

Entre os evangélicos, 69,6% votariam em Flávio Bolsonaro e 25,9% em Lula; entre os católicos, 55% votariam em Lula e 39,6% em Flávio.

Esse é o resultado da pesquisa Meio/Ideia, divulgada antes do segundo turno e reportada pela CNN Brasil, e ele resume em duas linhas a divisão que as outras pesquisas também encontraram. A força do dado não está em uma única pesquisa, mas na repetição: com amostras, períodos e métodos diferentes, os três levantamentos apontaram para o mesmo desenho, com os evangélicos mais concentrados em um candidato e os católicos mais divididos, porém inclinados para o outro.

Pesquisas no Brasil: evangélicos com Flávio, católicos com Lula

A terceira pesquisa, do Datafolha, publicada em 24 de outubro e reportada pela Ecuavisa, mostrou entre os católicos Lula com 56% dos votos válidos contra 44% de Flávio Bolsonaro, e entre os evangélicos o senador com 70% contra 30% de Lula. Os números mudam um pouco de instituto para instituto, como é normal em pesquisas com margens de erro diferentes, mas a direção é a mesma nas três: católicos inclinados a Lula, evangélicos inclinados fortemente a Flávio.

A diferença de intensidade entre os dois grupos é um dos pontos mais interessantes do conjunto das pesquisas. A margem evangélica a favor de Flávio ficou entre cerca de 40 e 44 pontos percentuais nas três pesquisas, enquanto a margem católica a favor de Lula ficou entre cerca de 11 e 16 pontos. Em outras palavras, o voto evangélico apareceu mais coeso, e o voto católico, embora majoritariamente favorável a Lula, apareceu mais repartido.

O contexto ajuda a entender por que essas pesquisas atraíram tanta atenção. O segundo turno presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro foi realizado no domingo, 25 de outubro de 2026, depois que nenhum dos dois candidatos passou de 50% no primeiro turno. As pesquisas publicadas na semana anterior à votação eram, portanto, o último retrato disponível da disputa antes de os eleitores irem às urnas, e o retrato religioso foi um dos mais comentados.

Voto evangélico e voto católico: o que as três pesquisas mostram juntas

As histórias de fé do Brasil também aparecem em outras coberturas recentes em português, como a mensagem da CNBB aos eleitos sobre o bem comum e a dignidade humana após as eleições de 2026, a expectativa de um milhão de fiéis no Evangelizar É Preciso Fortaleza no dia 31 de outubro e a invasão de uma igreja em Itu durante um ensaio de louvor, e a cobertura recente sobre a fé no Brasil em português. São ângulos diferentes da mesma realidade: a fé vivida em público, nas urnas, nas ruas e nos templos, em um país onde a religião segue sendo uma das chaves para entender a vida coletiva.

Por que a margem evangélica foi mais larga que a margem católica

As pesquisas, por si sós, não explicam as razões do voto de cada eleitor, e este artigo não atribui motivos que as fontes não registraram. O que os números permitem dizer é que a concentração do voto evangélico em um candidato foi maior, em pontos percentuais, do que a concentração do voto católico no outro, e que esse desenho se manteve estável entre 15 e 24 de outubro, no período coberto pelos três levantamentos.

Queda por ver, nos próximos meses, como essa divisão religiosa medida antes do segundo turno se refletirá na vida pública brasileira, nas igrejas, nas comunidades e no debate nacional. A pergunta que as três pesquisas deixam no ar não é apenas quem votou em quem, porque isso as urnas já responderam, mas o que significa, para um país de maioria cristã, ver seus dois maiores grupos de fé puxando em direções opostas com tanta clareza — e o que as lideranças religiosas e políticas farão com esse retrato.

Perguntas frequentes

O que mostraram as pesquisas sobre o voto religioso no Brasil?

Que os evangélicos apoiaram majoritariamente Flávio Bolsonaro, com 69,6% a 72,2% nas pesquisas, e os católicos apoiaram majoritariamente Lula, com 55% a 55,9% (Fontes: Meio/Ideia, AtlasIntel e Datafolha).

Quais foram os números da pesquisa Meio/Ideia?

Entre os evangélicos, 69,6% para Flávio e 25,9% para Lula; entre os católicos, 55% para Lula e 39,6% para Flávio, com 1.500 entrevistados entre 15 e 19 de outubro (Fonte: NewNews/CNN Brasil).

Quais foram os números da pesquisa AtlasIntel?

Flávio tinha 72,2% entre os evangélicos e Lula tinha 55,9% entre os católicos, em 4.990 entrevistas entre 18 e 23 de outubro (Fonte: Bloomberg Línea).

O que mostrou a pesquisa Datafolha?

Entre os católicos, Lula com 56% dos votos válidos contra 44% de Flávio; entre os evangélicos, Flávio com 70% contra 30% de Lula (Fonte: Ecuavisa).

Quando foi o segundo turno?

No domingo, 25 de outubro de 2026, depois que nenhum candidato passou de 50% no primeiro turno (Fontes: Ecuavisa e Bloomberg Línea).

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