Faith Stories
📰 FaithStories News Desk · Article #235 · Published: 25 Oct 2026, 05:27 PM PKT

Lula carta às famílias evangélicas hoje: discernimento a Deus às vésperas do segundo turno

Família evangélica brasileira reunida em oração dentro de uma igreja ao entardecer
O presidente Lula enviou em 14 de outubro uma carta aberta às famílias evangélicas do Brasil, pedindo discernimento a Deus às vésperas do segundo turno de 25 de outubro.

“Resolvi escrever a vocês com o coração aberto.” Foi assim, com uma frase simples e direta, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a carta que enviou em 14 de outubro de 2026 às famílias evangélicas do Brasil. Onze dias antes do segundo turno, marcado para este domingo 25 de outubro, Lula decidiu falar diretamente com o grupo que mais resiste ao seu governo: os evangélicos, cerca de 27% da população brasileira e o segmento onde seu adversário, Flávio Bolsonaro, lidera com folga.

O texto foi divulgado pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito nas redes sociais e rapidamente se espalhou por grupos de igreja, cultos e conversas de família. Não era uma carta qualquer de campanha: era um presidente católico pedindo, com as palavras da própria fé dos leitores, que eles orassem antes de votar.

“Sei que, nas famílias evangélicas, tudo se decide em oração.”

Com essa frase, Lula encerrou o apelo central da carta: pedir discernimento a Deus no momento do voto. Para milhões de fiéis que levam cada decisão importante para a oração, a frase soou familiar, quase íntima, mesmo vindo de um candidato que eles, em sua maioria, não apoiam.

Carta de Lula aos evangélicos: o que ele escreveu

Na carta, Lula afirma que não é evangélico, mas que tem total respeito por quem é, assim como por todas as religiões e profissões de fé. Ele escreve que cristãos com quem tem dialogado lhe ensinam que a Bíblia orienta a “seguir a verdade em amor”, e que o ponto em comum entre ele e as famílias evangélicas é o compromisso de cuidar das famílias brasileiras.

O presidente conta também a própria história de família: criado com a mãe, Dona Lindu, ao lado de sete irmãos, aprendeu em casa o valor do trabalho e da luta para transformar a realidade. É nesse chão, escreve ele, que a sua história se encontra com a história de vida e de fé de cada família evangélica que lê a carta.

E há um trecho que Lula repete como marca pessoal: se não fosse pela mão bondadosa de Deus, ele não estaria disputando um quarto mandato. Guiado por Ele, diz o presidente, segue lutando pelas famílias do país com medidas concretas, e não com discursos vazios, como fazem outros, segundo o texto.

Combate às bets e dois dias de descanso: os temas da carta

Dois temas dominam a parte prática da carta, e ambos falam diretamente ao cotidiano das igrejas. O primeiro é o combate às apostas on-line, as chamadas bets. Lula lembra que seu governo agiu contra empresas de apostas que, segundo ele, estão destruindo lares, e apresenta essa medida como uma defesa concreta das famílias.

O segundo tema é a proposta de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, com dois dias de descanso. A votação da medida estava prevista no Senado, e Lula argumenta que, aprovada, ela daria aos evangélicos mais tempo para estar na igreja, em comunhao com os irmãos e em adoração, sem a escala de trabalho 6x1 que hoje rouba domingos inteiros de culto.

Para muitas familias evangélicas, esses dois pontos tocam em feridas reais: o vício em apostas que esvazia salários no fim do mês e a escala de trabalho que separa pais e filhos justamente no dia do culto. A carta aposta que esses temas pesem mais, na hora da oração, do que a identidade partidária de quem os propõe.

O voto evangélico no segundo turno: os números da disputa

Os números mostram por que Lula escreveu a carta. Segundo a pesquisa Quaest citada pelos portais, Flávio Bolsonaro obteve 46% das intenções de voto entre evangélicos no primeiro turno, contra 27% de Lula. Outra pesquisa, do Datafolha, aponta que cerca de 66% dos evangélicos têm predisposição a votar em Flávio Bolsonaro, o senador de ultradireita do PL.

No primeiro turno, Flávio terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, e os dois avançaram para o segundo turno deste domingo. É nesse cenário apertado que cada ponto entre os evangélicos pode decidir a eleição, e é por isso que a carta foi tratada, dentro e fora da campanha, como um dos movimentos mais calculados da reta final.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, criticou a proibição das bets feita por Lula após o primeiro turno, em entrevista concedida depois da votação. Ele afirmou que Lula prejudicou a segurança jurídica ao encerrar atividades de empresas que haviam recebido autorização federal para operar no mercado regulado, e argumentou que a decisão afetou também clubes de futebol.

O envio de mensagens religiosas, aliás, é um procedimento recorrente do PT, que utilizou cartas similares em 2022 e em junho deste ano, sem êxito em alterar a percepção das lideranças cristãs, segundo os analistas citados pela imprensa. A pergunta que fica é se desta vez, às vésperas de uma decisão tão apertada, o resultado será diferente.

Por que a carta de Lula aos evangélicos importa para as igrejas

Para além da disputa eleitoral, a carta revela algo maior sobre o Brasil de 2026: nenhum candidato vence sem dialogar com as igrejas. Os evangélicos já não são um nicho, são mais de um quarto do país, com templos em cada bairro, redes de cuidado, escolas, projetos sociais e uma vida comunitária que nenhum partido consegue reproduzir sozinho.

Por isso, mesmo quem discorda de Lula reconhece o gesto: um presidente que escreve “com o coração aberto”, que cita a Bíblia, que fala de oração e de família, está falando a língua das igrejas, e não a língua dos palanques. E mesmo quem apoia Lula sabe que uma carta não muda, sozinha, anos de desconfiança entre o PT e boa parte das lideranças evangélicas.

Enquanto isso, as igrejas do Brasil vivem seus próprios momentos de unidade e oração, como o Clama, Brasil! que reuniu evangélicos e católicos no Largo da Carioca, no Rio, e como outras mobilizações de oração pelo país que acompanhamos em nossa cobertura em português e em notícias cristãs do mundo. A fé, no Brasil, segue sendo vivida nas ruas, nos templos e nas casas, muito além de qualquer carta.

Hoje, domingo 25 de outubro, os brasileiros vão às urnas para o segundo turno, e as famílias evangélicas levarão para a cabine de votação tudo o que ouviram, leram e oraram nestas últimas semanas. A carta de Lula estará entre essas leituras, ao lado de sermões, conversas de família e orações feitas de joelhos.

E fica a pergunta que só as urnas responderão: quando milhões de evangélicos fecharem os olhos para orar antes de votar, o apelo ao discernimento, o combate às bets e a promessa de dois dias de descanso terão pesado mais do que anos de distância política? A resposta começará a aparecer na noite deste domingo, e o Brasil inteiro estará olhando para ela.

Perguntas frequentes

Quando Lula enviou a carta às famílias evangélicas?

Em 14 de outubro de 2026, onze dias antes do segundo turno de 25 de outubro, contra Flávio Bolsonaro. O texto foi divulgado pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito nas redes sociais (Fonte: Portal VV8; EFE, via Infobae).

O que Lula pediu na carta?

Que as famílias evangélicas buscassem discernimento a Deus no momento do voto, afirmando que, nas famílias evangélicas, tudo se decide em oração. Ele citou o combate às bets e a proposta de dois dias de descanso semanal (Fonte: SBC Notícias; NC News).

Qual é o peso do voto evangélico?

Os evangélicos são cerca de 27% da população brasileira. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 46% entre evangélicos pela Quaest, contra 27% de Lula, e o Datafolha aponta 66% de predisposição ao senador do PL nesse segmento (Fonte: Portal VV8; EFE).

Por que Lula citou as bets na carta?

Porque seu governo agiu contra empresas de apostas on-line que, segundo ele, estão destruindo lares. Flávio Bolsonaro criticou a medida, dizendo que ela prejudicou a segurança jurídica e afetou clubes de futebol (Fonte: SBC Notícias).

Como ficou o primeiro turno?

Flávio Bolsonaro terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Os dois disputam o segundo turno em 25 de outubro de 2026 (Fonte: SBC Notícias).

🔔 Don't Miss the Next Story!

Get breaking Christian news on your phone before everyone else — allow notifications when prompted, or join our newsletter below!

But the most surprising part of this story is yet to come — keep reading.

📤 Share this article:

Facebook X Pinterest WhatsApp

🙏 Have a Testimony to Share?

Has God done something amazing in your life? Or want us to cover a specific story? Send your testimony or story request via WhatsApp — your story could encourage thousands!

📱 WhatsApp Us

📬 Enjoyed This Story?

Get the day's top Christian stories in your inbox every morning — FREE!

Join 1000+ believers. Unsubscribe anytime.

💬 Comments

Share your thoughts below. Be kind and respectful. If this story touched you, let us know in the comments!

← Back to Faith Stories · More Christian News →