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📰 FaithStories News Desk · Article #70 · Published: 20 Oct 2026, 05:50 AM PKT

Igreja Assembleia de Deus é pichada com 'morram cristãos' em Dourados, MS

Pastor diante do muro da igreja Assembleia de Deus em Dourados marcado por pichações de ódio contra cristãos.
Na manhã de 12 de outubro, o pastor chegou ao templo e encontrou o muro marcado com mensagens de morte contra cristãos. A polícia investiga.

Ele chegou ao templo como em qualquer outra manhã, provavelmente pensando no culto da noite ou na visita que faria a um membro doente. Mas na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, o pastor da Assembleia de Deus Belém, em Dourados, no Mato Grosso do Sul, parou diante do portão e leu, em letras rabiscadas no muro da igreja: «morram cristãos».

Ao lado da frase, um símbolo associado ao terrorismo. A casa de Deus amanheceu marcada como alvo.

O vandalismo não foi um rabisco qualquer. As pichações traziam mensagens explícitas de ódio contra cristãos, escritas para serem vistas, para assustar.

O pastor registrou o caso na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Dourados, e a polícia abriu investigação. Até o fechamento das reportagens, em 16 de outubro, ninguém havia sido identificado e a motivação permanecia um mistério.

Dourados é uma cidade do interior sul-mato-grossense onde as igrejas evangélicas fazem parte da paisagem — e da vida — há décadas. A Assembleia de Deus Belém é uma congregação de bairro, daquelas que sustentam cestas básicas, visitam hospitais e abrem as portas para quem precisa. Ver seu muro transformado em cartaz de ódio foi um choque não só para os membros, mas para a comunidade cristã de toda a região.

Igreja pichada em Dourados em outubro de 2026: o que se sabe

Os fatos, até agora, são estes: na manhã de 12 de outubro, o muro do templo amanheceu pichado com a frase «morram cristãos» e um símbolo ligado ao terrorismo. O caso foi registrado na Depac e esta sob investigação policial.

Quatro dias depois, nenhuma informação sobre os responsáveis havia chegado a imprensa. Não se sabe se foi obra de uma pessoa ou de um grupo, se houve motivação ideológica declarada ou se o símbolo deixado no muro indica alguma filiação.

O silêncio sobre a autoria incomoda. Ataques a templos costumam seguir um roteiro conhecido: primeiro a pichação, depois — se nada acontece — a escalada.

Por isso a rapidez da resposta institucional foi importante. No dia seguinte ao ataque, terça-feira 13 de outubro, o Conselho de Pastores de Mato Grosso do Sul (CONSEPAMS) divulgou uma nota oficial de repúdio, classificando o episódio como intolerância religiosa e cobrando punição aos responsáveis.

«Ataque covarde e direto não apenas a uma denominação, mas a toda a comunidade cristã e ao princípio fundamental da liberdade de crença». — Bispo Roger Reggiori, presidente do CONSEPAMS, via guiame.com.br

Intolerância religiosa no Brasil: a nota de repúdio do CONSEPAMS

O bispo Roger Reggiori, presidente do CONSEPAMS, não poupou palavras. Chamou o ato de «ataque covarde e direto», deixando claro que a pichação não atinge apenas a Assembleia de Deus Belém: atinge toda a comunidade cristã e o princípio da liberdade de crença garantido pela Constituição. A nota do conselho foi além: «O ódio e a intolerância não possuem espaço em uma sociedade que preza pela democracia e pela pluralidade».

A reação ecoa uma preocupação que cresce entre evangélicos brasileiros. Embora o Brasil seja um país de maioria cristã, episódios de hostilidade contra templos — pichações, invasões, depredações — têm aparecido com frequência nos noticiários.

Cada caso isolado parece pequeno; juntos, formam um padrão que líderes religiosos vêm denunciando há anos — e que o World Watch List 2026 documenta em escala global. A diferença, desta vez, é a crueza da mensagem: não era um protesto genérico, era um desejo de morte escrito num muro de igreja.

Esse tipo de perseguição silenciosa, feita de muros pichados e ameaças anônimas, contrasta com a perseguição aberta que cristãos enfrentam em outras partes do mundo — como mostra a resistência da igreja na Nigéria sob ataque em 2026, onde a violência contra cristãos já ceifou milhares de vidas. No Brasil, a liberdade religiosa ainda é garantida por lei; o desafio é garantir que continue sendo garantida na prática, muro por muro, bairro por bairro.

O que acontece agora em Dourados

A investigação segue na Depac. A expectativa da comunidade evangélica é que os responsáveis sejam identificados e punidos — não por vingança, mas para que o recado fique claro: ódio contra cristãos tem consequência. O CONSEPAMS pediu explicitamente a punição dos autores, e a nota de repúdio circula entre pastores de todo o estado como um chamado à vigilância e à oração.

Enquanto isso, a vida da congregação continua. O muro será limpo e repintado — provavelmente já foi.

Os cultos seguem. É assim que as igrejas respondem a esse tipo de ataque há dois mil anos: limpando o muro, abrindo as portas e orando inclusive por quem pichou. O avivamento evangélico que o Brasil vive em 2026, com os evangélicos chegando a 35% da população, mostra uma igreja que cresce apesar das pedras no caminho — ou talvez por causa delas.

Resta a pergunta que ninguém em Dourados consegue responder ainda: quem escreveu «morram cristãos» naquele muro, e por quê? A polícia investiga, os pastores oram, e uma congregação de bairro aprendeu, numa manhã de outubro, que a fé às vezes se prova não no púlpito, mas diante de um muro pichado. O próximo capítulo dessa história será escrito pelo inquérito policial — e, se depender da comunidade, também pela resposta mais antiga do cristianismo diante do ódio: continuar de pé, de portas abertas.

Perguntas frequentes

O que aconteceu na igreja em Dourados?

Na manhã de 12 de outubro de 2026, o muro da Assembleia de Deus Belém, em Dourados (MS), amanheceu pichado com a frase «morram cristãos» e um símbolo associado ao terrorismo. O caso foi registrado na Depac e está sob investigação policial.

Quem é responsável pelo ataque?

Até 16 de outubro, ninguém havia sido identificado e a motivação permanecia desconhecida. A polícia de Dourados segue investigando o caso.

O que disse o CONSEPAMS sobre o caso?

O Conselho de Pastores de Mato Grosso do Sul, presidido pelo bispo Roger Reggiori, divulgou nota de repúdio em 13 de outubro, classificando o ato como «intolerância religiosa» e «ataque covarde e direto» contra toda a comunidade cristã, e pediu a punição dos responsáveis.

A intolerância religiosa contra cristãos é comum no Brasil?

Episódios de hostilidade contra templos — pichações, invasões e depredações — têm aparecido com frequência nos noticiários brasileiros. Líderes religiosos denunciam um padrão crescente, embora a liberdade religiosa seja garantida pela Constituição.

Como a igreja respondeu ao ataque?

Com oração e continuidade: a congregação mantém seus cultos e atividades, enquanto lideranças evangélicas de todo o estado se manifestaram em solidariedade e cobraram das autoridades a identificação dos responsáveis.

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